Segundo este Relatório apresentado pela Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho no passado mês de Junho, é fundamental que as organizações humanitárias desenvolvam mais e melhores programas não só de prevenção, tratamento e assistência relacionados com o HIV, mas também de combate ao estigma e discriminação associados ao vírus.
De acordo com os dados ONUSIDA, quase 7 mil pessoas por dia contraem o HIV. Desde 1981, mais de 25 milhões de pessoas morreram de SIDA e, actualmente, 33 milhões vivem com HIV.
A epidemia do SIDA é um desastre por muito motivos. Nos países mais afectados da África sub-sahariana, onde a taxa de incidência ascende a 20%, o desenvolvimento é seriamente prejudicado e a esperança de vida pode reduzir-se a metade.
No caso de determinados grupos marginalizados – como consumidores de drogas por via intravenosa, trabalhadores da indústria do sexo ou homens que mantêm relações sexuais com outros homens – no mundo inteiro, as taxas de HIV estão a aumentar. Mesmo assim, estes têm muitas vezes de enfrentar o estigma, a penalização e pouco ou nenhum acesso aos serviços de prevenção e tratamento do HIV.
Tal como se explica neste Relatório, o HIV é um desafio para as organizações humanitárias cuja missão consiste em melhorar a vida das pessoas mais vulneráveis e apoiá-las, reforçando as suas capacidades e resistência.
Os desastres, sejam naturais ou causados pelo homem, exacerbam outras forças motrizes desta epidemia e também podem aumentar a vulnerabilidade à infecção.
Publicação anual desde 1993, o Relatório Mundial sobre Desastres junta informação sobre as últimas acções, análises e tendências das crises contemporâneas, sejam repentinas ou crónicas, naturais ou provocadas pelo ser humano.